domingo, 24 de março de 2013

E o que acontece com os eventos culturais?

Mostra, festival, semana, festa ou circuito. Os nomes são os mais variados, todavia estão se tornando raros os eventos que passam da quarta edição. E por que isso acontece? Será culpa do público que não procura a arte? Será culpa da publicidade feita pela produção dos eventos? Será que não temos espetáculos para esses eventos? Ou será culpa do governo que não tem editais específicos para os eventos culturais. O importante de haver eventos na área é que um leque grande de artistas, produtores e sociedade são beneficiados, já que nem todos são agraciados com editais e patrocínios. Enquanto o tempo passa, fica cada vez mais raro encontrarmos eventos culturais no país. E o apagão artístico começa a se manifestar, pois em tempos de crise (só o Brasil) o corte na cultura é sempre o primeiro a ser feito. 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O luxo que vira lixo...


Carnaval... Dias de festa, onde o povo sai para as ruas para extravasar. Pois bem, durante os quatro dias de carnaval com muito luxo, fantasias pantaleonicas e carros alegóricos com cenários faraônicos, que duraram somente durante o desfile. Milhões são gastos para o divertimento de poucos. E os circos do Brasil, que sofrem neste período com as fortes chuvas? E os artistas de rua, que sonham com um figurino novo? E os teatros caindo, que precisam de reformas? Não seria a hora de nossos governantes repensarem sobre o fazer carnaval? E aquela fantasia (figurino carnavalesco), que é usada por algumas horas vira lixo, e os cenários que enquanto um grupo de teatro usaria por um bom tempo, e teria um alcance de público bem maior, e só se livraria quando o tecido já estivesse puído ou o papel rasgado, também vira lixo. Enquanto o Brasil dorme, o luxo vira lixo...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Os artistas Microempreendedores

Vários artistas, produtores culturais e organizadores de eventos aderiram ao registro MEI (Microempreendedor Individual). Nos anos de 2011 e 2012 foram recorde de registro na área, já que no primeiro ano do seu registro tem os alvarás gratuitos e isenção de alguns outros impostos. Tudo isso muito importante para os trabalhadores da cultura, já que não temos o mesmo fluxo financeiro que os demais prestadores de serviços. O Governo Federal para simplificar a vida de quem adere ao registro, tornou todas as declarações simplificadas sem a necessidade de um contador (mais uma coisa importante para artistas que não tem um fluxo de serviço grande), empréstimos, cheques, cartões e aberturas de contas simplificadas na CAIXA e no Banco do Brasil. Na teoria parece até conto de fadas, mas na prática não é assim que acontece, o preconceito dos bancos (inclusive os públicos) para com o MEI é muito grande. Gerentes com discurso que não há entradas grandes de dinheiro, um valor de empréstimo vergonhoso e um limite mais vergonhoso ainda. Não bastasse isso agora algumas agencias da CAIXA e do Banco do Brasil pararam de abrir contas para o MEI. E agora? Para que serve esse cadastro então? Tem CNPJ é empresa, não? O governo faz, o governo não fiscaliza, o artista leva pau! São esses os relatos que chegam dos quatro cantos do país.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Não temos datas...

O edital de Artes Cênicas do Ano do Brasil em Portugal mais uma vez se superou no desrespeito ao artista, já foram três datas de resultados marcadas e até agora nada, a ultima para o dia 31 de janeiro. Mais uma vez presenciamos o não cumprimento de datas por algum órgão do Ministério da Cultura. O artista/produtor tem prazo para tudo, mas o MinC não? Afinal de contas é carnaval e todos ficamos somente no "atravessamos o deserto do Saara, o sol estava quente que queimou a nossa cara".