Vários artistas, produtores culturais e organizadores de eventos aderiram ao registro MEI (Microempreendedor Individual). Nos anos de 2011 e 2012 foram recorde de registro na área, já que no primeiro ano do seu registro tem os alvarás gratuitos e isenção de alguns outros impostos. Tudo isso muito importante para os trabalhadores da cultura, já que não temos o mesmo fluxo financeiro que os demais prestadores de serviços. O Governo Federal para simplificar a vida de quem adere ao registro, tornou todas as declarações simplificadas sem a necessidade de um contador (mais uma coisa importante para artistas que não tem um fluxo de serviço grande), empréstimos, cheques, cartões e aberturas de contas simplificadas na CAIXA e no Banco do Brasil. Na teoria parece até conto de fadas, mas na prática não é assim que acontece, o preconceito dos bancos (inclusive os públicos) para com o MEI é muito grande. Gerentes com discurso que não há entradas grandes de dinheiro, um valor de empréstimo vergonhoso e um limite mais vergonhoso ainda. Não bastasse isso agora algumas agencias da CAIXA e do Banco do Brasil pararam de abrir contas para o MEI. E agora? Para que serve esse cadastro então? Tem CNPJ é empresa, não? O governo faz, o governo não fiscaliza, o artista leva pau! São esses os relatos que chegam dos quatro cantos do país.
